Pesquisa de Variações Geomagnéticas
O campo geomagnético de
origem interna observado no Brasil tem duas características
principais: o equador magnético (identificado por
localidades com inclinação magnética
nula), cortando as regiões norte e centro-oeste
do país e caracterizado pelas correntes ionosféricas
do eletrojato equatorial, e a Anomalia Magnética
do Atlântico Sul (região de mínima
intensidade do campo geomagnético total na superfície
da Terra), centrada presentemente no oeste do estado de
Santa Catarina e que apresenta o fenômeno de precipitação
de partículas carregadas na atmosfera local provenientes
dos cinturões internos de radiação.
Os estudos de Variações Geomagnéticas
em desenvolvimento no INPE têm direta relação
com ambos fenômenos. Procura-se estudar a propagação
das micropulsações geomagnéticas
(variações com períodos de décimos
a centenas de segundo; amplitude de décimos a dezenas
de nT) até as regiões de baixas latitudes,
sua amplificação na região equatorial,
e a possível geração de eventos associados
à precipitação de partículas
na atmosfera da anomalia por ocasião de períodos
magneticamente perturbados.
Os dados necessários a esses estudos são
coletados em estações geomagnéticas
permanentes operadas atualmente pelo INPE em 8 diferentes
localidades no território nacional e na Antártica.
Esses dados são armazenados em um banco de dados
e tornados disponíveis aos membros do grupo para
detecção de eventos e determinação
de seus parâmetros físicos (amplitude, fase,
período característico, polarização,
etc.).
Para essas diferentes atividades de operação
das estações, processamento e interpretação
de dados são utilizados recursos de entidades de
fomento à pesquisa e do próprio INPE. Há
também a continua necessidade da participação
de estudantes de graduação (Iniciação
Científica) e de pós-graduação
(curso de Geofísica Espacial) para o desenvolvimento
desses estudos.
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