Nos estudos geomagnéticos são utilizados magnetômetros do tipo fluxgates (núcleo
saturado) e bobinas magnéticas de indução,
ambos de alta sensibilidade e para medidas do campo geomagnético,
além de sensores geoelétricos (eletrodos, para
medidas do campo elétrico existente na camada superficial
terrestre). Os magnetômetros são instrumentos
vetoriais (medem simultaneamente as três componentes
do campo geomagnético) e as bobinas e os sensores geoelétricos
são escalares (mede uma componente ao longo de uma
direção escolhida).
Na sua maioria são empregados sistemas autônomos
de observações geomagnéticas (sistemas
de aquisição de dados), em operação
por períodos de dias, semanas ou meses. Parte desses
equipamentos e dos sensores geomagnéticos e geoelétricos
são desenvolvidos no próprio Laboratório
de Geomagnetismo, da Divisão de Geofísica Espacial
– GES do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais –
INPE, em São José dos Campos.
São utilizados também diversos sistemas computadorizados
para tratamento, processamento e análise dos dados
adquiridos em estações magnéticas instaladas
em vários locais do território nacional, bem
como da sua visualização científica.
Técnicas referentes à análise de séries
temporais são desenvolvidas e aplicadas para a determinação
do conteúdo espectral e das características
espaço-temporal dos diversos processos geomagnéticos
em estudo.
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