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Laboratório de Ozônio
Ozônio
Radiação Ultravioleta
Publicações
Geral
![]() Sede: Av dos Astronautas, 1.758 Jd. Granja - CEP: 12227-010 São José dos Campos - SP Brasil Tel: 55 (12) 3945-6000 |
Ozônio - Informações Gerais ![]() Perfil da Camada de Ozônio (figura a) e da temperatura ( figura b) com a altura. O ozônio é uma molécula que existe em toda a atmosfera. Na parte mais baixa, a troposfera, a concentração é relativamente baixa. Na estratosfera, que fica entre 15 e 50 km de altura, a concentração do ozônio passa por um máximo a aproximadamente 30 km. Entre 25 e 35 km define-se, arbitrariamente, a região da "camada de ozônio". O ozônio desta região tem uma função muito importante para a vida na superfície terrestre. Ela absorve a radiação que vem do sol, o ultravioleta do tipo B, entre 280 e 320 nanometros (nm). Apenas o ozônio, na atmosfera, tem esta propriedade importante de absorver a radiação UV-B, que é prejudicial à vida de homens, animais, e plantas. Explica-se que a vida surgiu na Terra junto com o oxigênio, e portanto o ozônio, e portanto os seres vivos nunca precisaram de se defender contra a radiação que sempre, desde o início, protegeu a Terra contra este tipo de radiação. A partir dos anos 60, percebeu-se uma nítida diminuição do conteúdo da camada de ozônio, a nível mundial, de ano a ano. Esta diminuição, que é da ordem de 4% por década, em média, continua ainda hoje, e deve permanecer nesta tendência por várias décadas. Sabe-se hoje que o problema da camada de ozôno está associado aos chamados CFC´s, substâncias produzidas artificialmente pelo Homem moderno, e que foram e são muito úteis nos processos de refrigeração, em geladeiras e ar condicionado, principalmente. Nestas substâncias existe o cloro, mas que sòmente pode ser liberado da molécula do CFC quando esta é submetida a altas doses de radiação UV-B. É exatamente isto que acontece na estratosfera, na altura e acima da camada de ozônio. O CFC é liberado na superfície, e demora muitos anos para chegar, em parte, na estratosfera. Quando chega na altura certa o cloro é liberado de sua molécula, podendo então reagir químicamente com o ozônio, numa reação química que destrói o ozônio. O cloro, no entanto, é regenerado logo depois, via outra reação química, e pode então, destruir mais moléculas de ozônio. Este tipo de reação catalítica é responsável pela destruição de milhares de moléculas de ozônio por apenas um átomo de cloro. O INPE desenvolve importante programa de observações da camada de ozônio, mantendo no território nacional uma rede de observatórios da camada de ozônio e de radiação ultravioleta. O grupo é muito ativo em termos de publicações e participação em eventos internacionais. Dois de seus membros já foram parte do IOC, International Ozone Commission. Fora do Brasil, instalou-se ainda um observatório em La Paz, na Bolívia, para obter dados de altitude nos Andes, e também no Chile, na região mais austral do continente, em Punta Arenas, com o objetivo de observar o Buraco da Camada de Ozônio, fenômeno típicamente Antártico. No setor Publicações são citadas algumas publicações de interesse, inclusive o livro "Ozônio e Radiação UV-B", que pode ser obtido com o seu autor, Volker W. J. H. Kirchhoff. Seguem abaixo dois exemplos de medidas feitas em Punta Arenas, Chile, região da Antártica, onde se pode observar o Buraco na Camada de Ozônio da Antártica. ![]() Representação do buraco de ozônio da Antártica, visto em Punta Arenas, em função da variação do conteúdo total de ozônio, medido por duas técnicas diferentes: usando espectrofotômetro e usando sondagens de ozônio. Ver J.Geophys.Res.,d, 102, pág. 16.116, 1997. Exemplo do buraco de ozônio da Antártica, mostrando concentrações de ozônio em nbar (nanobar) em função de altura em km, em função do tempo (dias de outubro); a concentração é mínima no dia 12, 13, e 14 de outubro de 1995, quando o buraco passa por cima de Punta Arenas. Ver J.Geophys.Res.,d, 102, pág. 16.116, 1997. |
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