A
radiação ultravioleta é uma parte sui-generis do
espectro solar, e pode ser separada em tres partes: a
radiação UV-A, que se extende desde 320 a 400
nanometros (nm); a radiação UV-B, que vai de 280-320
nm; e a radiação UV-C, que vai de 280 a comprimentos de
onda ainda menores. O UV-C é totalmente absorvido na
atmosfera terrestre, e por isto não é de maior
importância para medidas feitas da superfície da Terra.
O UV-A é importante, porque não é absorvido pela
atmosfera, a não ser por espalhamento nas moléculas e
partículas, e porque tem efeitos sobre a pele humana. A
radiação UV mais importante, sem dúvida, é a UV-B .
Esta radiação é absorvida na atmosfera pelo ozônio,
na estratosfera. A pequena quantidade que passa pela
atmosfera e atinge a superfície é muito importante,
porque excessos desta radiação causam câncer de pele,
e são a grande preocupação dos médicos
dermatologistas. Como a camada de ozônio está ainda
diminuindo, e vai continuar assim por mais algumas
décadas, acredita-se que o UV-B vai aumentar sua
intensidade no futuro.
É por isto que as medidas de UVB , em diversas
situações e em vários sitios, é considerada tão
importante. Já existe tecnologia adequada para se medir
o UVB |
Instrumento que mede a radiação UVB em
vários canais importantes do espectro, permite estudos
da camada de ozônio e do Buraco na camada de ozônio, e
da radiação UV-B. A foto mostra um instrumento
instalado na Estação Brasileira da Antártica,
Comandante Ferraz.
O
INPE mantém uma importante rede de monitores de UV-B no
território nacional, e tem oferecido estas informações
à comunidade médica. Um dos objetivos do trabalho é
divulgar o índice de UV-B, que é um número sem
dimensões que visa definir quantitativamente se o sol
está forte ou fraco. É um número de 0 a 16. No
inverno, em S.Paulo, por exemplo, o índice é da ordem
de 5, e no verão da ordem de 12. Ver mais informações
em Publicações.
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Comparação das médias semanais dos índices máximos diários para diferentes latitudes entre 2001 e 2004.
O índice UV-B para Ferraz mostra um grande aumento em setembro e outubro, alcançando níveis de
latitudes médias.
Este aumento está relacionado com a presença do Buraco de Ozônio na região.
Para La Paz, o alto índice da radiação UV-B está relacionado a altitude que é de 3.400m.
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